''Poema'' (retirado de um trecho bíblico)


Deus de minha salvação,
De dia clamei,
Também de noite,
Diante de ti.

Diante de ti,
Chegará a minha oração.
Inclina teu ouvido
Ao meu clamor suplicante.

Pois a minha alma,
Já teve bastantes calamidades.
E a minha própria vida,
Entrou em contato com o Seol.

Fui considerado como estando
Entre os que descem ao poço.

Liberte,
Entre os próprios mortos.
Deitado na sepultura,
Como os que foram mortos.

Dos quais,
Não mais te lembrastes.
E que foram cortados
Da tua própria mão.

Puseste-me num poço
De maior fundura.
E em lugares escuros,
Num grande abismo.

Sobre mim,
É que se lançou o teu furor.
E tu me atribulaste
Com todas as tuas ondas de rebentação.

Meus conhecidos,
Afastaste para longe de mim;
Puseste-me como algo
Muito detestável para eles.

Estou restrito, e não posso sair.

Meu próprio olho desfaleceu
Por causa da minha tribulação.
Invoquei-te  o dia inteiro,
Ó Jeová!

A ti estendi as palmas das minhas mãos.

Acaso farás uma maravilha
Para os que estão mortos?
Ou levantar-se-ão
Os que estão impotentes na morte?

Declarar-se-á a tua benevolência
Na própria sepultura?
E a tua fidelidade
No lugar da destruição?

Conhecerá a tua maravilha
Na própria escuridão,
Ou a tua justiça,
Na terra do esquecimento?

No entanto,
Eu mesmo clamei a ti por ajuda.
E de manhã,
Continua a confrontar-te a minha própria oração.

Porque é que deitas fora
A minha alma?
Porque escondes de mim
A tua face?

Estou atribulado,
E prestes a espirar desde a infância.
Suportei muitíssimas coisas
Aterradoras da tua parte!

Sobre mim passaram os fulgores
Da tua ira ardente;
Terrores provenientes de ti
Fizeram-me silenciar.

Cercaram-me como águas
O dia inteiro.
Rodearam-me todos
A uma só vez.

Afastaste para longe de mim,
O amigo e o companheiro.
Meus conhecidos são...
A escuridão!

(O ‘’poema’’ apresentado acima, foi retirado de partes da bíblia que se encontram no Salmos 88)

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