Liberdade religiosa na subcultura gótica


Sugestão enviada por e-mail: Karina Costa

 O grupo social Gótico não é religião nem seita, nem prescreve ou proíbe religião alguma. Por isso cada gótico ou gótica tem a liberdade de ter ou não ter - enquanto escolha pessoal e privada- a religião ou crença que bem entender. Apenas é importante respeitar a escolha do outro, pois este respeito é que garante a tua liberdade pessoal.
 Religião é uma escolha privada e pessoal de cada um. E é muito bom que hoje depois de séculos de lutas e massacres, cada um possa escolher qualquer religião ou mesmo escolher não ter nenhuma religião.
 Existem Góticos de todas as religiões: umbandistas, cristãos, espíritas, pagãos, islâmicos, budistas, hinduístas, etc. E também existem Góticos agnósticos ou ateus, crenças que, da mesma forma que as religiões, são escolhas privadas e pessoais de cada um.
 Assim, ter essa ou aquela religião, ou não ter nenhuma, não faz de você mais ou menos Gótico ou Gótica.    A subcultura gótica não prescreve nenhuma religião, nem proíbe nenhuma.
 O mesmo acontece com as bandas Góticas. Encontramos algumas que escolhem professar, em sua arte, alguns conceitos religiosos desta ou aquela religião. Da mesma forma, outras fazem letras ateístas ou heréticas. Outras simplesmente não comentam sobre religião em sua arte. Não é isso -ter ou não temática religiosa ou mística- que as define como Góticas ou não Góticas.
 Por isso podemos até dizer que o grupo social gótico é um espaço ou subcultura “laico”.
 Mas o que significa “Laico”?

O QUE É LAICO?

 Por exemplo: o Estado moderno se separou da Religião do Estado na grande maioria das Repúblicas do mundo. Para preservar a liberdade de escolha religiosa e evitar conflitos, estes Estados se declararam “Laicos”.
 Laico, simplificadamente, significa não tornar obrigatória nem proibir nenhuma religião, e garantir que todas respeitem os espaços uma das outras. Também garante que o Estado (seja qual for o governo no poder) não seja subordinado a alguma religião.
 Para isso, é importante que os espaços públicos ou órgãos do governos sejam neutros, ou “laicos”. Isso garante que nenhuma religião seja privilegiada e que nenhuma seja prejudicada, assim evitando conflitos. Isso garante a liberdade de todos.
 Por outro lado, no passado ou hoje temos casos de estados anti-religiosos (ex: União Soviética) e religiosos (ex: Iraque), que perseguiam ou perseguem uma ou outra parcela de suas populações. Nestes casos vemos como pode ser ruim quando um Estado adota esta ou aquela postura religiosa ou anti-religiosa.
 Algo muito importante no Laicismo (característica do que é laico) é preservar espaços públicos neutros, ao mesmo tempo que o espaço separado de cada religião ou crença deve ser preservado.
.Por isso escolas públicas não podem doutrinar os alunos para uma única religião, mas escolas privadas religiosas tem liberdade de estar abertas para aqueles que escolherem dar esta educação a seus familiares.
 É exatamente o laicismo que permite que hoje existam religiões minoritárias ou alternativas no Brasil e muitos outros países do mundo.

Fonte: A Happy House in a Black Planet: Introdução à Subcultura Gótica
H. A. Kipper, 2010

1 Comentário:

Ellen Thayná disse...

Ótimo artigo, como sempre esclarecendo minhas dúvidas Marina, Muito obrigada. Sou cristã, e estava receosa quanto à esta questão.

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