Gothic World: Góticas do cinema

 As mulheres na cultura gótica ultrapassam os limites da sensualidade e perigo típicos da ''femme fatale noir''. São literalmente agressivas, violentas. Causam arrepios de medo e de desejo ao mesmo tempo. Um exemplo é a Mulher-Gato, idealizada nas HQs (e que não tem nada a ver com aquela interpretada por Halle Berry em filme homônimo). Michelle Pfeiffer consegue transportar essa belicosidade feminina para as telas como a Mulher-Gato de Batman - O Retorno (1992). Outra atriz que se encaixava nessa definição gótica da mulher foi a polonesa Ingrid Pitt, que se tornou a mais famosa heroína de filmes de terror na década de 70, sendo o mais popular deles o thriller ''A Condessa Drácula''.
 Atrizes que conseguiram representar personagens sensuais, sofridas e engraçadas, todas com aquele ar de horror retrô que as produções antigas possuem! Vou falar brevemente dessas beldades.

MULHERES GÓTICAS NO CINEMA




Maila Nurmi (Vampira)

Esta é a querida Vampira. Maila nasceu em 11 de dezembro de 1922, na Finlândia. Ela foi para os Estados Unidos ainda bebê, com 2 aninhos. A bela trabalhou como modelo e atriz da Broadway, além de pequenas aparições em filmes de baixo orçamento. A fama veio por coincidência. Maila estava em uma festa com essa fantasia e um produtor de TV achou que seria interessante se ela apresentasse um programa vestida dessa forma. O programa ganhou o nome de The Vampira Show e durou 1 ano. Como a atriz detinha os direitos da personagem, Maila passou a aparecer em vários filmes. Ela ficou famosa pela aparição no filme “Plano 9 do Espaço Sideral” do célebre diretor Ed Wood. Esse filme é muito legal e ver a Vampira nele é mais interessante ainda. Maila chegou a processar Cassandra Peterson, alegando que a personagem Elvira era um plágio de sua personagem, a Vampira. Mas ela perdeu o processo e Cassandra pode continuar com sua criação. A diva morreu no dia 10 de janeiro de 2008 de um ataque cardíaco. Tinha 85 anos.

SHARON TATE
Foi uma das maiores estrelas de produções góticas de sua época. Destaque para o filme ''A Dança dos Vampiros'' (1967). A trama é ambientada na Transilvânia onde Professor Abronsius (MacGowran) e seu aprendiz Alfred 
(Polański) estão à caça de vampiros. Abronsius é desajeitado e pouco ambientado ao frio local, Alfred é apagado e introvertido. Os dois hospedam-se em uma pequena estalagem e Alfred encanta-se por Sarah (Tate), filha do estalajadeiro Yoineh Shagal (Alfie Bass).
Após assistir ao rapto de Sarah pelo vampiro Conde von Krolock (Ferdy Mayne), o professor e Alfred vão a seu resgate no castelo do conde. O filme se desenvolve com passagens hilárias e culmina com um baile de gala para centenas de vampiros.
No filme são estereotipados alguns vampiros muito peculiares, como Herbert von Krolock (Iain Quarrier), vampiro homossexual filho do conde, e Yoineh Shagal, vampiro judeu sobre quem a cruz, tradicional aliada dos caça-vampiros, não faz nenhum efeito.


 WINONA RYDER

 Arquétipo da adolescente gótica em Os Fantasmas Se Divertem (1988). ) é um filme dos gêneros comédia e terror de 1988, dirigido por Tim Burton e com trilha sonora de Danny Elfman. A história segue um casal recém-falecido que contrata um bio-exorcista, Beetlejuice, para expulsar os yuppies que são novos proprietários de sua casa na Nova Inglaterra. O filme fez muito sucesso, levando a uma série de desenhos animados para televisão.


Carolyn Jones (Morticia Adams)

Não tem como olhar para ela e não cantarolar a musiquinha da Familía Adams né? Carolyn Jones foi, sem dúvida, a melhor intérprete de Morticia Adams. A séria que teve 2 temporadas e foi ao ar entre 1964 e 1966, fez com que a atriz ficasse famosa e fosse lembrada até os dias de hoje. A bela Carolyn Jones era americana. Nasceu no Texas em 28 de abril de 1930. Trabalhou em outros seriados de TV e também em filmes, como King Creole (Balada Sangrenta) em 1958, onde atuou com nosso ídolo Elvis Presley. Mas sem dúvida foi a Família Adams que a consagrou. Ela teve uma vida amorosa conturbada, casou-se três vezes. Faleceu no dia 3 de agosto de 1983, vítima de um câncer no útero. Com certeza deixou muitas saudades!!!






Yvonne De Carlo (Lily Munster)

Como eu disse anteriormente, é muito difícil escolher uma preferida, mas a diva Yvonne com certeza seria uma favorita ao cargo. Linda, talentosa e muitos outros adjetivos seria pouco para ela. Yvonne D Carlo, batizada  Peggy Yvonne Middleton, nasceu no Canadá em 1 de setembro de 1922. Participou de vários filmes da Universal e passou a atuar em filmes famosos como “Salomé” e “Os 10 mandamentos” com o astro Charlton Heston. Entre 1964 e 1966 estrelou um dos seriados mais queridos até hoje: The Munsters, onde interpretava a matriarca Lily Munsters. A série a consagrou e lhe trouxe fama. A atriz faleceu em Los Angeles no dia 8 de janeiro de 2007 de causas naturais, com 84 anos.






MONICA BELLUCCI (Vampira)


Uma das vampiras sanguinárias de Drácula de Bram Stocker (1992).Fluente em italiano, inglês e francês, o que lhe possibilita trabalhar em filmes nas três línguas e em países diversos, começou no cinema em meados dos anos 90, conseguindo chamar a atenção da indústria ao participar num pequeno papel do seu primeiro filme em língua inglesa, Drácula de Bram Stoker, dirigido por Francis Ford Coppola em 1992, e fazendo uma série de filmes em francês, com seu marido, também ator, Vincent Cassel.O filme conta a história do líder romeno Vlad Tepes (Drácula), que, ao defender a igreja cristã na Romênia contra o ataque dos turcos, tem sua noiva Elisabetha enganada: esta crê que seu amado morreu e então atira-se no rio chamado "Princesa". Vlad, ao retornar da guerra e constatar a morte de sua amada, e condenada ao inferno (pois se matara), renuncia e renega a Deus, à igreja e, jurando só beber sangue a partir daquele momento, sendo assim condenado à sede eterna, ou seja, ao vampirismo.




Elsa Lanchester (Noiva do Frankenstein)

Elsa Lanchester nasceu Elizabeth Sulivan na Inglaterra, em 28 de outubro de 1902 e atuou no teatro desde os 16 anos. Em 1929 casou-se com o ator Charles Laughton. Eles foram para Hollywood em 1934 e conseguiram cidadania americana na década de 50. Fez vários filmes de diversos gêneros, do  drama a comédia. Foi indicada 2 vezes ao Oscar em quase 50 anos de carreira. O filme que mais lhe trouxe fama foi, sem dúvida, “A Noiva de Frankenstein”, onde atuou ao lado de Boris Karloff, outro grande ator do gênero de horror. Seu último trabalho no cinema foi em 1976 “Assassinato por morte”, baseado na obra de Agatha Christie. Faleceu aos 84 anos em 27 de dezembro de 1986.





Cassandra Peterson (Elvira)

A personagem Elvira foi criada pela atriz Cassandra Peterson.
Ela ficou famosa protagonizando programas de TV e o filme “Elvira – A rainha das Trevas” (que amo de paixão). Coloquei ela aqui porque é uma diva e referência no meio do terror, apesar de ser da década de 80, carrega aquele ar dos filmes de terror das décadas de 50 e 60. Cassandra é americana, nasceu em Manhattan em 17 de setembro de 1949. Lembra que o sonho de Elvira no filme era ir para Las Vegas Fazer shows? O de Cassandra também. Ela chegou a trabalhar lá como dançarina e, segundo dizem, ela trabalhou com ninguém menos do que Elvis Presley. Sim, ela foi dançarina do astro e ele a teria aconselhado a procurar outra coisa, porque Las Vegas não dava futuro para ninguém. Ela fez o que o Rei disse. Foi tentar a sorte em outros lugares, chegando até a ir para a Itália. Foi cantora, modelo e fazia pontas em alguns filmes. Mas sua sorte mudou quando criou Elvira, em 1981, para apresentar um programa de TV chamado “Movie Macabre”, onde apresentaria filmes de terror. A personagem é um sucesso até hoje, colecionando aparições na TV e no cinema. Não tem como não gostar da bela e cômica Elvira.




Theda Bara ( 29 de julho de 1885 – 7 de abril de 1955) Theodosia Burr Goodman - foi uma atriz norte-americana do cinema mudo. Uma das primeiras vamps do cinema norte-americano, seu nome artístico era um anagrama de "Arab death" ("morte árabe"). Justificou-o no filme que a consagrou: "A Fool There Was" (Escravo de uma paixão) (1915).

Na verdade, "Theda" era uma alcunha da infância para Theodosia, e "Bara" era aparentemente uma forma encurtada de seu sobrenome materno, Baranger.

Bara era uma das atrizes mais populares do cinema de sua era, além de ser um símbolo sexual dos mais adiantados do cinema. Seus papéis de mulher fatal deram-lhe a alcunha de "Vamp", que logo transformou-se em termo popular para uma mulher de ares predatórios.

Junto com a atriz francesa Musidora, popularizou a personalidade vamp nos primeiros anos do cinema mudo e logo foi imitada pela atrizes rivais tais como Nita Naldi e Pola Negri.



1 Comentário:

Anônimo disse...

Ótima postagem, adorei!!
Amo o blog, continue o bom trabalho!

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